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    31.Mai - Dom Leonardo: a Amazônia não foi esquecida pelo Papa

    Padre Modino – CELAM


    No domingo 29 de maio, a Igreja foi surpreendida com a convocação de um novo Consistório, no qual o Papa Francisco criará mais 21 cardeais, 16 deles eleitores, com menos de 80 anos. Também foi uma surpresa para os próprios escolhidos, dentre eles dom Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo metropolitano de Manaus.


    Em encontro com a imprensa de Manaus, o novo purpurado afirmou que na manhã do domingo foi surpreendido, dado que o Papa Francisco não costuma comunicar nada antes. Dom Leonardo afirmou ter ficado meio incrédulo num primeiro momento, dado a falta de um comunicado oficial.


    Segundo o arcebispo de Manaus, “é uma alegria para todos nós da Amazônia”, insistindo em que “a nomeação minha não diz apenas respeito à minha pessoa”. Ele ressaltou como “o Papa Francisco tem um carinho especial pela Amazônia e pelas igrejas que estão na Amazônia”, lembrando o fato dele ter tido a delicadeza de ligar no tempo da pandemia. Agora com essa nomeação, “mostra mais uma vez o quanto ele está próximo das nossas igrejas, está próximo da nossa região”, destacou dom Leonardo Steiner, insistindo em que “é por isso que nós nos alegramos”.


    O fato de ser cardeal, é visto pelo novo purpurado como “uma responsabilidade que assume na Igreja”, destacando que “o mais importante que eu vejo na reação dos bispos e de tantas pessoas que entraram em contato, é a alegria de ter um cardeal na Amazônia, que a Amazônia não ficou esquecida pelo Papa”. Se referindo à nomeação do novo cardeal na Mongólia, uma Igreja onde não chega a dois mil católicos, dom Leonardo afirmou que “o Papa está olhando para as periferias, o Papa está olhando para onde a Igreja pode ser muito viva, uma Igreja que pode ir construindo a sua história, como a nossa Igreja da Amazônia tem construído a sua história”.


    O arcebispo de Manaus diz se alegrar “de poder participar agora mais intensamente da construção dessa Igreja que deseja ser uma Igreja cada vez mais missionária, cada vez mais presente e uma Igreja cada vez mais viva”. Dom Leonardo também agradeceu às manifestações de carinho, de proximidade, de alegria, pedindo que rezem por ele, “para que eu possa exercer esse verdadeiro ministério junto do Papa com boa disposição e ajudando assim a Igreja a se tornar cada vez mais presente e tornar visível o Reino de Deus, Jesus Ressuscitado”.


    Diante das perguntas dos jornalistas, o novo cardeal foi explicando o que representa a missão dos cardeais na Igreja, também os detalhes do Consistório que acontecerá em Roma no dia 27 de agosto. Dom Leonardo afirmou que no seu trabalho cotidiano, “o título não muda nada, só um pouquinho mais de trabalho”, lembrando também da visita ad Limina dos bispos do Regional Norte1, junto com o Regional Noroeste, que acontecerá no mês de junho.


    Dom Leonardo Steiner afirmou que duas pessoas tinham lhe falado que sua nomeação é um fruto do Sínodo, lembrando o processo do Sínodo para a Amazônia e do atual Sínodo da Sinodalidade. Diante disso, ele disse que “talvez o Papa esteja pedindo das nossas Igrejas que realmente assumam o Sínodo, especialmente Querida Amazônia e o Documento Final”. Nesse sentido insistiu em que “os bispos da Amazônia estão muito dispostos a isso”, destacando mais uma vez que “as manifestações de afeto colegial e de alegria foram muitas da parte dos bispos. Eu penso que nós todos estamos muito dispostos a ajudar o Santo Padre a sermos uma Igreja muito missionária, especialmente uma Igreja Sinodal”.


    Em relação ao seu papel e à nova responsabilidade dentro da Igreja da Amazônia, dom Leonardo afirmou que “talvez a responsabilidade seja de animação”, ressaltando que “as igrejas nossas, católicas, na Amazônia são muito ativas”. Em referência ao Documento de Santarém, que está completando 50 anos, um fato que será comemorado de 6 a 9 de junho com um encontro dos Bispos, no mesmo local ocorreu o evento 50 anos atrás, dom Leonardo disse ver esse Documento como algo decisivo, vendo o Sínodo para a Amazônia como um dos frutos do Documento de Santarém.


    Em relação a esse Documento, “que parte de duas premissas, que é a encarnação e a libertação - disse que - são duas premissas fundamentais para que a Igreja seja realmente a Igreja que é na Amazônia”. Segundo o arcebispo de Manaus, “é claro que com o Sínodo teremos que dar muitos outros passos, levar ainda uma participação maior dos leigos, que já é muito expressiva, mas também uma Igreja que sabe escutar mais e fazer os leigos participarem dos momentos de decisão”.


    Celebrar 50 anos de Santarém representa um compromisso dos bispos com Santarém, com o Vaticano II e com o Sínodo, esperando dar sua contribuição para que “se torne uma Igreja muito viva, uma Igreja das pequenas comunidades, uma Igreja das comunidades eclesiais de base, uma Igreja profundamente encarnada, uma Igreja profundamente inculturada, uma Igreja que possa realmente ouvir os povos indígenas e achar as suas expressões também celebrativas, as suas expressões teológicas, de reflexão e de oração”, algo que exige um esforço, um cuidado, um bom ânimo de continuarmos a nossa caminhada.


     





    Fonte: Vatican News

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