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    13.Abr - Faleceu em São Paulo o salesiano mais idoso do mundo

    Padre Pedro André, SDB - Vatican News


    “Com muito pesar comunico  o falecimento do nosso querido irmão padre Ladislau Klinicki. Deus lhe conceda a recompensa do servo fiel.” Com essa mensagem o padre José Adilson Morgado, diretor da Comunidade Salesiana Santa Teresinha em São Paulo, comunicou o falecimento do salesiano mais idoso do mundo, padre Ladislau Klinicki, com 107 anos.


    Nascido em Kursk, na antiga União Soviética, em 1914, era filho de Karol Klinicki e Katarzyna Kitlinska. Seu pai era ferroviário e sua mãe funcionária pública. Seus irmãos foram Boleslau, Maria, Estela, Francisco.  Fez sua primeira profissão religiosa como salesiano no ano de 1934. Foi ordenado sacerdote em Varsóvia em 1943.


    Em 1941, a cidade de Roma foi ocupada pelo poderoso exército alemão. A casa Salesiana foi invadida no dia 4 de março de 1942, ocasião em que padre Ladislau e sua comunidade foram levados para a “prisão” de Adolf Hitler. “A maior ajuda espiritual para nós foi à confiança na Misericórdia de Deus e a oração”, afirma padre Ladislau em seu livro de memórias, “A um Passo da Morte” . Todos que estavam na cela foram interrogados e, provando da misericórdia de Deus, os próprios alemães chegaram à conclusão de que as acusações feitas a respeito deles eram falsas. Durante cinco anos ele foi prisioneiro em campos de concentração nazistas.


    Foi para o Brasil em 1968, atuando como capelão dos poloneses no bairro do Bom Retiro, capital paulista, por dois anos. Durante sete anos esteve em Lavrinhas, também Estado de São Paulo, onde deu aulas e foi confessor dos aspirantes. Foi vigário paroquial durante um ano na Paróquia São João Bosco, em Americana, e depois voltou a trabalhar com os aspirantes, durante dez anos, dessa vez na cidade de Pindamonhangaba. De volta a Lavrinhas, permaneceu por mais dois anos e, desde 1990, já com 76 anos, passou a compor a Comunidade Santa Teresinha, na capital paulista.


    A ação missionária do padre Ladislau, em seus últimos anos,  foi marcada pelo ministério das confissões. Exato nas palavras, conciso nas expressões, apontava o caminho certo e derramava na alma dos penitentes o bálsamo do perdão e da misericórdia divina.


    Era constante nos seus lábios a expressão “Jesus, eu confio em Vós” - palavras de Santa Faustina Kowalska, apóstola da Divina Misericórdia -, “Eu vos salvarei; quando julgardes que tudo já está perdido” (Irmã Faustina Diário, 1448); ou “Senhor, por mais duro que seja o caminho, fazei com que eu ande: quero seguir-vos até à cruz; tomai-me pela mão”.


    Quando completou 100 anos, escreveu: “Pela misericórdia divina completo 100 anos e, há já muito, faço parte do que chamamos ‘terceira idade’. Terceira e última, porque a Sagrada Escritura diz: ‘Setenta anos é o tempo de nossa vida. Oitenta anos, se ela for vigorosa’; e, mais: ‘Parte deles é fadiga e mesquinhez, pois passam depressa e nós voamos’ (Sl 89,10).


    Em 2020 foi agraciado com a medalha São Paulo apóstolo, na categoria serviço sacerdotal. O prêmio de reconhecimento tem como objetivos valorizar, estimular e dinamizar a vida eclesial e pastoral na Arquidiocese de São Paulo.


    Com informações de www.salesianos.com.br





    Fonte: Vatican News

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