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    13.Jul - O Papa nos encoraja a viver a liturgia conhecendo-a e participando, afirma Pe. Juan Manuel

    Marília Siqueira e Renato Martinez - Cidade do Vaticano






    Esta Carta Apostólica não é um documento disciplinar, nem estabelece regulamentos. Desde o início procura oferecer uma reflexão serena sobre a liturgia que a Igreja celebra em continuidade com o que o próprio Jesus Cristo fez na última ceia. Dessa ação salvífica brota toda a liturgia da Igreja, que pastores e fiéis devem conhecer e celebrar”, observa o sacerdote, também professor de liturgia no Instituto Teológico San Ildefonso e na Faculdade de San Isidoro em Sevilha, Espanha.


    Esta Carta Apostólica é um dom


     


    Sobre a motivação para esta carta e como surgiu este documento que o Papa ofereceu a toda a Igreja, o sacerdote relata que “este documento, esta Carta Apostólica, é um dom, é um documento precioso. Tem uma apresentação do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos onde se explica muito brevemente que, no documento, na Carta Apostólica, as reflexões feitas na plenária do Culto Divino, que foram posteriormente apresentadas ao Papa, que o Papa refaz e oferece – nas palavras do Culto Divino – “uma meditação”. O Papa se refere a “uma reflexão sobre a formação” e podemos dizer, sobre “a importância da liturgia na vida da Igreja”. A participação do povo de Deus na liturgia.


    É um documento que, com base no Concílio Vaticano II, nos recorda essa centralidade, essa importância da liturgia e um conceito que não é novo, mas é sublinhado na "Sacrosanctum Concilium" , a Constituição sobre a liturgia no Vaticano II, que é essa participação. Uma participação que afeta logicamente todo o povo de Deus, os bispos, os sacerdotes, os diáconos, os consagrados e todos os fiéis cristãos, a quem é precisamente dirigida esta Carta Apostólica “Desiderio desideravi” do Papa Francisco.


    Papa Francisco nos dá um texto dedicado à liturgia


     


    A promoção da formação litúrgica de todo o povo de Deus para uma verdadeira experiência autêntica, é enfatizada por Pe. Juan: “O Papa insiste nesta formação litúrgica sublinhando precisamente a importância da liturgia. Alerta-nos para alguns perigos que podem diminuir a experiência da celebração da liturgia. O Papa sublinha a formação, quando falamos de formação litúrgica, não se trata apenas de um conceito, de ideias, digamos, de conhecimento "teórico-racional", mas de uma experiência verdadeira, uma experiência autêntica. É curioso como o Papa, e daí o título do documento, se relaciona com a celebração da Última Ceia: “Desejei ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer” (Lc 22,15). São as palavras de Jesus recolhidas no evangelho de São Lucas que servem de título, de lema, a esta carta apostólica. A liturgia é sempre uma ação de Cristo e da Igreja.


    O Papa fala de toda a liturgia, mas dá particular atenção à Eucaristia. Como disse, nos adverte contra o subjetivismo e contra o individualismo. Sublinha como a liturgia é sempre uma ação de Cristo e da Igreja, e que devemos buscar essa unidade, essa harmonia. Em vários lugares da Carta Apostólica, o Papa sublinha – olhando para esta tarefa realizada pelo Concílio Vaticano II, pelos padres conciliares e nos sucessivos anos de revitalização da liturgia no povo de Deus – e aponta toda uma série de princípios que o Concílio Vaticano II, na Sacrosanctum Concilium , estabelece para a liturgia. O Papa diz o que não podemos prescindir e a partir daí, nessa unidade, nessa harmonia, o Papa pede que a liturgia nunca seja motivo de confronto. É uma carta com sentido pastoral e espiritual, não um texto normativo.


    E é aqui que se relaciona, de alguma forma, com a Carta dirigida aos bispos que acompanhou o Motu proprio "Traditionis custodes" sobre a celebração da Missa com o missal anterior ao Concílio Vaticano II, que o Papa revê um pouco a normativa e a ajusta enfatizando a responsabilidade que os bispos têm, porque em última análise, cada bispo é responsável pela liturgia em sua diocese. Cada bispo é vigário de Cristo em sua diocese e toda a liturgia, como já dizia Santo Inácio de Antioquia no início do século II, tudo gira em torno do bispo.


    O documento é uma carta para encorajar os fiéis. É uma carta, podemos dizer, de sentido pastoral e espiritual. Não é um texto normativo, não especifica modos de agir, mas anima todo o povo de Deus a viver a liturgia conhecendo-a, compreendendo-a, amando-a e participando dela”.


    A experiência da celebração da Santa Missa


     


    Poderíamos dizer que uma chave de leitura da Desiderio desideravi é a experiência da celebração da Santa Missa, destaca o sacerdote: “Sem dúvida o Papa, como dissemos, concentra-se na Eucaristia, de onde brota toda a ação santificadora de Cristo através da Igreja. O Papa refere-se várias vezes ao sétimo número da Constituição Sacrosanctum Concilium, onde se sublinha precisamente esta ação de Cristo através da Igreja e aquele vínculo que todo o povo de Deus deve ter na celebração litúrgica, que é ação de Cristo através da Igreja. Mas isso implica todos os batizados, todos os membros do povo de Deus. É verdade que o Papa se refere a toda a liturgia e quando fala a partir do título da formação litúrgica do povo de Deus não se circunscreve, não se reduz de modo algum à Eucaristia, ao sacrifício da Missa.


    A Igreja, a nova Eva, mãe de quem vive. É verdade que tudo brota da Missa, do sacrifício de Cristo celebrado na Eucaristia, porque na Santa Missa o que celebramos é o sacrifício de Cristo e aquela imagem que o apóstolo São João recolhe no seu Evangelho e o Papa também ecoa isso, quando de Cristo que morreu na cruz, com a lança trespassando o peito do Senhor, "a água e o sangue brotam", diz o evangelista. Os padres da Igreja, os autores espirituais e a própria liturgia, vê em neste momento um paralelismo entre a criação de Adão, de cujo lado vem Eva, a mãe dos que vivem e digamos a criação que é produzida da cruz da nova Eva, da Igreja, mãe dos que vivem. Tudo isso é muito importante e é o fundamento desta ação da Igreja.”


    A Missa é um grande dom e não uma obrigação


     


    As perspectivas litúrgicas emergentes deste documento e como ajudar o povo de Deus a redescobrir a beleza da celebração cristã é o último tema da entrevista do sacerdote: A questão também é abordada pelo Papa Francisco quando se refere à formação para a liturgia e à formação a partir da liturgia ou da liturgia que forma. Já a celebração adequada tanto por parte de quem preside a celebração, seja um bispo, seja um sacerdote ou diácono, como também do povo de Deus, que já nos forma, se houver uma disposição adequada. Ao mesmo tempo, nesta compreensão dos textos, nesta meditação das orações, das leituras, e tanto quanto possível também através das paróquias, dos grupos cristãos, da própria catequese, devemos conhecer cada vez mais melhor aquela liturgia que nos pertence. O campo da formação litúrgica, podemos dizer, é ilimitado, temos que cuidar dele, temos que ter esperança. O Papa que se refere ao domingo, ao ano litúrgico e insiste que a missa é um grande dom e não uma obrigação, toda a liturgia é um dom de Deus em Jesus Cristo, uma ação do Espírito Santo e devemos vivê-la e transmiti-la.



    Fonte: Vatican News

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