Santuário Santa Rita de Cássia recebe Relíquia da Santa Cruz durante realização do Cerco de Jericó 2023
A Relíquia, autenticada pelo Vaticano, permanecerá no Santuário até o dia 01/07/2023, 7º dia do Cerco.
30.06.2023 | 5 minutos de leitura

Durante esta semana, a comunidade do Santuário Santa Rita de Cássia, em Curitiba, está realizando o Cerco de Jericó 2023, com o tema "Tome cada dia sua Cruz e siga-me", baseado em Lucas 9:23-24. Essa passagem bíblica enfatiza a importância de negar a si mesmo, carregar a cruz diariamente e seguir Jesus como essência da mensagem cristã. A mensagem central é que não há salvação sem sofrimento e nem vida com Deus sem renúncia.
Neste ano, o Cerco de Jericó traz como tema as virtudes da caridade, paciência, humildade, obediência e outras. Através dessas virtudes, somos convidados a refletir profundamente sobre nossas atitudes diante das cruzes que carregamos ao longo de nossas vidas.
Durante a homilia, o Padre Maicon Frasson, scj, Pároco-Reitor do Santuário Santa Rita de Cássia, abordou a importância das renúncias em relação às cruzes que escolhemos e assumimos por caridade. Ele enfatizou que devemos abraçá-las, pois fazem parte de nosso processo de amadurecimento e santificação.
Um privilégio para todos que participam do Cerco de Jericó no Santuário é a presença da Relíquia da Santa Cruz. Trata-se de um fragmento do lenho que suspendeu Nosso Senhor Jesus Cristo, que fica exposto durante as celebrações do Cerco.
Acolhida pela comunidade no domingo, dia 25/06, primeiro dia, Padre Valdecir – Secretário Executivo da CNBB Sul 2, refletiu sobre os propósitos que a cruz traz para nossas vidas. “A cruz nunca é o fim, a cruz na nossa vida tem um propósito... A morte de Jesus na cruz não encerrou um plano de vida, um plano de Deus, um plano do Reino, ao contrário, a morte de Jesus na cruz potencializou a presença de Deus junto aos Apóstolos... Não importa o tamanho da cruz, ela tem um propósito”.
A RELÍQUIA
Vinda do Seminário de Corupá/SC, a Relíquia da Santa Cruz exposta no Santuário Santa Rita de Cássia faz parte do acervo da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus (SCJ). Pelo que se tem conhecimento, aqui no Brasil, um outro fragmento do Santo Lenho está no topo da torre mais alta da Basílica Nacional de Aparecida.
Um documento acompanha a relíquia e atesta sua veracidade. Ele foi assinado pelo bispo italiano Dom Tarcísio Vincenzo Benedett em 5 de dezembro de 1958, na Diocese de Lodi (Itália). O documento, escrito em italiano, foi traduzido pelo padre Adilson José Colombi e enaltece que as partículas de madeira são autênticas e retiradas da Santa Cruz de Jesus. O certificado ainda detalha o procedimento utilizado para a conservação da relíquia: selado em uma caixa de prata, de forma redonda, amarrada com um cordão de seda vermelho. Ainda conforme o documento, o objetivo é que as relíquias sejam expostas para a veneração popular em oratórios e capelas. Também adverte não ser possível sua troca ou comercialização
Os concílios de Niceia (325) e de Trento (1543-1565) deram validade espiritual à devoção dessas relíquias. Durante quase trezentos anos, não se tinha conhecimento do destino da Cruz de Cristo. No século IV, o bispo e historiador Eusébio de Cesareia relatou a descoberta da "vera cruz" por Santa Helena, em Jerusalém, em seu livro "A história da Igreja". Segundo São Cirilo de Jerusalém, havia um grande fragmento da Santa Cruz em Jerusalém em 348, mas, ao longo do tempo, ela foi distribuída em pequenos fragmentos por toda a terra.
Uma piedosa tradição acredita que Santa Helena, mãe do imperador Constantino, no século IV, após pesquisas na Terra Santa, encontrou a cruz de Cristo e depositou um pedaço relativamente grande dela em seu palácio Sessorianum, que veio a ser posteriormente a Basílica da Santa Cruz, em Roma. É desse fragmento grande que provavelmente saíram os pedacinhos da cruz existentes.
O historiador Tiago de Voragine, em seu livro Lenda dourada, do século VIII, diz que Santa Helena encontrou três cruzes onde está a Basílica do Santo Sepulcro. Para saber qual seria a cruz de Cristo, ela colocou uma mulher doente em cada uma delas e aquela que finalmente a curou foi considerada a de Jesus.
O vigário paroquial da Paróquia São Luiz Gonzaga, de Brusque/SC, Pe. Rodrigo Fernando Tascheck, scj, enfatiza que este símbolo quer lembrar à comunidade de que a salvação passa pela cruz. “Não existe Páscoa sem Sexta-feira Santa. Não existe ressurreição sem paixão, sofrimento e morte. Este é o momento de renovar nossa fé contemplando a cruz sagrada de nosso Senhor”.
O Cerco de Jericó está ocorrendo no Santuário Santa Rita de Cássia, localizado no bairro Hauer, em Curitiba, desde o dia 25/06 e continuará até o próximo sábado, dia 01/07/2023, sempre às 19h. Antes disso, às 18h, há a Veneração à Santa Cruz com o Terço Mariano. Para aqueles que não estão em Curitiba ou não podem participar presencialmente, as celebrações estão sendo transmitidas ao vivo pelas redes sociais do Santuário no YouTube e no Facebook.
Fontes:
Revista Ave Maria, Prof. Felipe Aquino
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